RPER
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<p class="style100" align="justify">Revista Portuguesa de Estudos Regionais (RPER) é um projeto editorial da <a href="http://www.apdr.pt/">Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR)</a>.</p> <p class="style100" align="justify">O objetivo principal da RPER é a divulgação da investigação produzida no âmbito da área interdisciplinar dos estudos regionais, locais e urbanos.</p> <p class="style100" align="justify">Na origem da RPER está a constatação de que existe um vasto leque de pessoas, nomeadamente em centros de investigação, em instituições do ensino superior e em organismos regionais e locais da administração pública, que se dedicam profissionalmente a esta área e para as quais esta revista pode constituir um meio privilegiado de comunicação, informação e partilha de experiências.</p> <p class="style100" align="justify">A Revista é dirigida a académicos e outros profissionais para os quais são relevantes as questões do espaço e do território: economistas, urbanistas, sociólogos, geógrafos, engenheiros, etc.</p> <p>A referência geográfica no nome da revista significa apenas que a mesma é uma iniciativa de académicos portugueses, atuando no âmbito da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR). Não há qualquer enviesamento em matéria de temas e questões específicas a tratar. É adotado um processo rigoroso, justo e tão rápido quanto possível no processo de revisão dos artigos submetidos.</p> <p class="style100" align="justify">A RPER é uma revista indexada internacionalmente no(a) EconLit (e bases associadas: JEL on CD, e-JEL e Journal of Economic Literature), Qualis (Brasil), Latindex, AskBisht e Scopus.</p>Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regionalpt-PTRPER1645-586XFicha Técnica
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José Cadima Ribeiro
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2026-10-162026-10-167616Como os Incentivos dos Governos Promovem o Desenvolvimento dos Territórios? Uma Revisão Sistemática e Bibliométrica da Literatura
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<p>O estudo do uso de políticas de incentivos para promover o desenvolvimento das regiões tem demonstrado um apreciável crescimento, nomeadamente a partir de 2011, sendo amplamente estudado, quer na vertente de incentivos fiscais, quer não fiscais. Os objetivos deste estudo são: mapear a produção científica, identificar os estudos, respetivos autores e fontes, com contribuições mais relevantes, perceber quais são as principais áreas temáticas de investigação, bem como conduzir a linhas de investigação futura. Para o efeito, desenvolvemos uma análise sistemática e bibliométrica da literatura, composta por uma amostra final de 136 artigos, publicados entre 1995 e 2024. A análise bibliométrica realizada evidência a existência de quatro agrupamentos temáticos principais: (1) os objetivos dos governos e das empresas condicionam o resultado dos incentivos, (2)o impacto dos incentivos em zonas empresariais apresenta resultados inconclusivos, (3) oimpacto dos incentivos é multidimensionalmente condicionado e (4) o impacto dos incentivosapresenta resultados limitados no desenvolvimento dos territórios.<br />O estudo dos incentivos como instrumento de política de desenvolvimento demonstra ser um campo de investigação consolidado, no entanto conseguimos identificar ainda áreas de estudo promissoras e de grande interesse público com contributo relevante para a diminuição das assimetrias regionais e desenvolvimento dos territórios.</p>José RafaelRui Silva
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2026-10-162026-10-167673010.59072/rper.vi76.845Literacia Política e Desigualdades Sociais Entre Jovens: Evidência de uma Região Ultraperiférica
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<p>Este artigo analisa a literacia política dos jovens açorianos, com idades entre os 12 e os 30 anos, a partir de um estudo empírico realizado nos Açores. O objetivo é contribuir para o aprofundamento do debate sobre literacia política juvenil em contextos ultraperiféricos, frequentemente negligenciados nos inquéritos nacionais e europeus. A partir de uma abordagem centrada no conhecimento factual sobre os principais protagonistas políticos e instituições democráticas, foi construído um Índice de Literacia Política aplicado a uma amostra representativa de jovens açorianos. Os resultados evidenciam desigualdades significativas na distribuição da literacia política, associadas à classe social, à escolaridade e à idade, bem como diferenças no tipo e na intensidade da participação política, mediadas pelos níveis de literacia. Ao demonstrar que a literacia política funciona como um recurso socialmente diferenciado, o artigo contribui para o debate sociológico sobre a reprodução das desigualdades na participação democrática em contextos insulares.</p>Ana Rita MatiasFernando Diogo
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2026-10-162026-10-1676314710.59072/rper.vi76.883Património Industrial e Desenvolvimento do Turismo por Meio da Cooperação Transfronteiriça Luso-Espanhola
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<div style="caret-color: #000000; color: #000000; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration: none;" data-insertion-type="ai-generated" data-feature-name="Translations" data-req-id="8acfed5b-5c53-4aee-a571-971903de3ec4" data-source="SIDE_BAR"> <p>O turismo industrial e o património tornaram-se instrumentos essenciais para promover a preservação cultural e o desenvolvimento regional sustentável, especialmente em territórios de baixa densidade e pós-industriais. Na região transfronteiriça do Douro-Duero, o património industrial constitui um bem cultural conjunto que pode fortalecer a cooperação e fomentar estratégias inovadoras de turismo entre Portugal e Espanha. Neste contexto, este estudo teve como foco o mapeamento e a análise do património industrial e pré-industrial em 22 municípios portugueses e 80 espanhóis, resultando numa base de dados com 1.075 bens catalogados. A metodologia combinou a recolha de dados, a validação e a análise por meio de uma colaboração ativa entre instituições transfronteiriças, envolvendo 9 entidades e 21 investigadores. Os resultados revelam uma predominância de infraestruturas de transporte, adegas e indústrias alimentares, o que reflete a interdependência histórica e cultural entre os dois territórios. As conclusões concentram-se no potencial da cooperação transfronteiriça para promover a valorização e o uso sustentável do património industrial, contribuindo para a coesão territorial, a diversificação turística e para a construção de uma identidade ibérica partilhada relacionada com o turismo industrial.</p> </div>Elaine ScalabriniRoberto VazJoaquín GarcíaJoão Paulo TeixeiraPaula Odete Fernandes
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2026-10-162026-10-1676496310.59072/rper.vi76.880Desigualdades Regionais no Emprego em Portugal: Uma abordagem baseada no Quociente de Localização e no Índice de Hirschman-Herfindahl
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<p>Este estudo analisa o comportamento locativo e a concentração do emprego nos setores de atividade económica, ao nível das NUTS III, em Portugal e nos seus principais municípios, em 2011 e 2021. A metodologia utilizada baseou-se no Quociente de Localização (QL) e no Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH). Os resultados evidenciam a prevalência do setor terciário nas NUTS III e nos municípios analisados, o que significa a especialização e concentração do emprego nas atividades económicas deste sector. A concentração do emprego em atividades do setor terciário, muitas das quais de baixo valor acrescentado, torna os municípios e as regiões mais expostas a crises de natureza económica e social, diminuindo a resiliência e originando maiores disparidades regionais. quedado que a terciarização da economia portuguesa está baseada em bens e serviços de baixo valor, muito dos quais de natureza não transacionável, sugere-se que a política pública deva privilegiar a reindustrialização e o desenvolvimento de serviços geradores de elevado valor acrescentado.</p>Laudelina Alves RibeiroJefferson Andronio Ramundo StadutoRui Manuel de Sousa FragosoMaria Conceição Peixe Rego
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2026-10-162026-10-1676658210.59072/rper.vi76.886Mapeamento Multidimensional das Desigualdades Regionais em Angola
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<p>Angola, classificada pelas Nações Unidas como um país de desenvolvimento humano médio, apresenta marcadas assimetrias sociais e regionais. As desigualdades socioespaciais manifestam-se por meio de fortes disparidades nos indicadores de bem-estar e progresso social entre as províncias. Este artigo tem como objetivo mapear as desigualdades multidimensionais nas províncias angolanas, a partir de dimensões associadas à educação, saúde e economia. Os dados foram extraídos de vários relatórios do Instituto Nacional de Estatística de Angola e de diferentes ministérios, tratados e analisados por meio de técnicas de econometria espacial, com o apoio do software GeoDa, visando identificar padrões espaciais de concentração das variáveis estudadas. Os resultados evidenciam amplas e persistentes desigualdades em todas as dimensões analisadas. As regiões Leste, Norte e Sul e, em menor grau, o Centro apresentam elevados níveis de carências multidimensionais. Destaca-se o caso das Lundas, ricas em recursos naturais, mas marcadas por desigualdades de género, desemprego, escassez de recursos humanos especializados e elevadas taxas de fecundidade. A província de Luanda, apesar do seu dinamismo económico, revela disparidades críticas em indicadores sociais, como baixas taxas de escolarização, elevada mortalidade materno-infantil, elevado desemprego e baixo PIB per capita, sugerindo a presença de uma possível armadilha do desenvolvimento.</p>Waldemar Sérgio TavaresTiago LoiolaMaria da Conceição Peixe RegoLeonida Tomás Correia
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2026-10-162026-10-16768310110.59072/rper.vi76.872Urbanização e Endividamento das Famílias: Evidência Empírica para Portugal
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<p>O presente estudo analisa os determinantes do endividamento das famílias em Portugal, com especial foco nas diferenças territoriais associadas ao grau de urbanização. Para tal, distingue-se entre a probabilidade de contrair dívida e a respetiva intensidade, medida através da taxa de esforço, procurando compreender de que forma o contexto territorial e os fatores socioeconómicos influenciam o comportamento financeiro dos agregados familiares. Com base nos dados do Inquérito à Situação Financeira das Famílias de 2020, é estimado um modelo em duas partes, permitindo analisar separadamente a decisão de recorrer ao crédito e o grau de endividamento entre os agregados endividados. Os resultados indicam que o endividamento constitui um fenómeno multidimensional, influenciado por fatores sociodemográficos, económicos e comportamentais, bem como pelo enquadramento territorial. Verifica-se que os agregados localizados em áreas mais urbanizadas apresentam maior probabilidade de deter dívida e níveis mais elevados de endividamento. Variáveis como o género, a idade, o número de filhos, o rendimento líquido, a escolaridade e a situação perante o emprego revelam-se igualmente estatisticamente significativas, embora alguns dos seus efeitos difiram entre as duas dimensões analisadas e consoante o grau de urbanização. Estes resultados evidenciam a importância de incorporar a dimensão territorial na análise da vulnerabilidade financeira das famílias e na definição de políticas públicas orientadas para a prevenção do sobre-endividamento.</p>Carolina GonçalvesMaria BasílioCarlos Borralho
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2026-10-162026-10-167610312610.59072/rper.vi76.888